domingo, 11 de março de 2012

O inteligente Border Collie

Mais uma raça para vocês, esse é esperto demais!


Origem
O
Border Collie é um cão de pastoreio e trabalho, desenvolvido pelos britânicos há mais de cem anos. É uma raça portanto relativamente jovem, mas nem por isso suas origens são precisas, isso porque seus ancestrais já exerciam suas funções desde o século XIV. Os primeiros indícios da formação do Border Collie datam de 1570, quando os primeiros exemplares começaram a ser descritos.
O desenvolvimento do Border Collie, ao contrário do que aconteceu com muitas raças, sempre primou por suas características de trabalho, ou seja, acasalavam-se os exemplares com melhor desempenho para as funções específicas sem tanta preocupação com o seu tipo físico. Talvez seja por isso que até hoje os Borders conservem como principal característica física a aparência rústica. Outro dado que confirma essa tese é que a grande maioria dos Borders é registrada apenas nos clubes da raça voltados para o desempenho do pastoreio e não dos kenneis gerais. A importância ao desempenho do cão nas suas atividades originais é tão grande que as associações emitem registros de avaliação dos cães para o pastoreio e organizam competições apenas entre os melhores exemplares.
Apesar de ser um cão extremamente popular em seu país de origem, o Border começou a ganhar reconhecimento no Brasil após sua participação em comerciais como o do Unibanco e em filmes, como o Babe, o Porquinho Atrapalhado
 
Personalidade
Segundo o pesquisador Stanley Coren, autor do livro A Inteligência dos Cães, a raça está em primeiro lugar entre as 133 que tiveram sua inteligência de obediência e trabalho. De acordo com o levantamento, 190 dos 199 juízes participantes situaram o Border entre os dez melhores, o que lhe garantiu a liderança do ranking.
No entanto, a inteligência e a habilidade para resolver situações complexas pode se transformar num problema para o dono, uma vez que da mesma maneira que aprende as coisas que o dono quer, aprenderá na mesma velocidade coisas que são absolutamente dispensáveis.
A principal característica do Border ‘em ação’ é o seu chamado ‘power eye’. É através de seu olhar ‘penetrante’ que ele consegue, apesar do tamanho, dominar rebanhos com tanta eficiência. 
O Border é, antes de mais nada, um trabalhador. Desenvolvido para o trabalho, pode ser considerado por muitos um 'workholic'. Sua principal característica – pela qual foi selecionado durante tantos anos – é a capacidade de lidar especialmente bem com rebanhos. Em seu país de origem, estima-se que 98% de todas as propriedades rurais utilize cães para auxiliar no trabalho com o rebanho, e grande parte destes cães são borders. É um cão com extrema vitalidade e uma enorme necessidade de executar tarefas, por isso não é incomum encontrar relatos de borders que, na falta de um rebanho de ovelhas para cuidar, acaba pastoreando patos, crianças... enfim, qualquer coisa que se mova.


Filhotes
Uma característica marcante dos borders é a sua precocidade e energia. Segundo treinadores, os Borders começam seu desenvolvimento antes das demais raças e por isso estão 'prontos' mais cedo que os demais.
Para os pequenos filhotes a principal motivação para o aprendizado é o interesse do dono. Assim, um bom dono é capaz de obter excelentes resultados com um Border mesmo com poucos meses.
O instinto de pastoreio do Border é ainda tão forte que mesmo os pequenos filhotes já começam a assumir a pose típica da raça quando trabalha: colocando a cabeça para frente, patas da frente abaixadas e garupa alta. Segundo os estudiosos, essa postura é uma aliada na intimidação das ovelhas.
Apesar do tamanho e por ser um cão desenvolvido para o trabalho, não é recomendado para áreas pequenas onde não possa realmente gastar sua energia em atividades ‘úteis’. Um border entediado é capaz de se transformar num cão bastante destrutivo e arteiro.

Quanto às crianças, dá-se bem com elas, mas seu instinto de pastor pode assustá-las se forem muito pequenas.

Quanto à higiene, banhos podem ser dados mensalmente, mas as escovações devem ser freqüentes para manter a pelagem sempre na melhor forma. Nos de pêlo longo, mais ainda: de preferência, todo dia.




Características
Até em função de ter sua criação essencialmente voltada ao trabalho, a raça não segue um padrão muito rígido quanto ao tipo físico desejado e assim há uma grande variedade de cores e marcações possíveis para o Border, normalmente em preto, marrom, vermelho, e até mesmo o azul merle, sobre fundo branco, que não deve ser predominante.

O padrão adotado pela CBKC – entidade brasileira de cinofilia, determina algumas características que todo Border deve ter, como por exemplo um corpo um pouco mais comprido do que alto, o porte médio com cerca de 50 cm na altura da cernelha, o focinho relativamente fino, as orelhas afastadas e inseridas no alto da cabeça, a cauda moderadamente comprida.

O pêlo pode ser curto ou longo; as orelhas eretas ou semi-eretas. 
Para ver as cores possíveis de um Border Collie clique aqui.




O Border está sujeito a alguns males hereditários. Um é a Atrofia Progressiva da Retina, conhecida como PRA central, uma atrofia da retina devido a depósito de melanina, que pode aparecer a partir dos três anos. Esta doença, que chegou a afetara 12% dos cães ingleses na década de 80, alcança hoje apenas cerca de 1% do plantel na Inglaterra.
Outro problema que pode acometer os Borders é a CEA (Anomalia do Olho do Collie), um descolamento da retina e que aparece bem cedo no Border. A CEA resulta em sangramentos e cegueira e atingem cerca de 2% dos exemplares.

Casos de displasia coxo-femural (anomalia no encaixe do fêmur e da bacia) também já foram relatados, mas são mais raros. 




Importante saber...
O Border Collie tem predisposição a intoxicação por Ivermectina. Isso se deve ao fato da raça ter uma mutação do gene MDR1. Este gene codifica uma P-glicoproteina que tem a função de bombear os medicamentos para fora do cérebro, de volta para a corrente sanguínea onde eles serão metabolizados com segurança. Nos Collies em que esta P- glicoproteina está incompleta, o medicamento não pode ser bombeado para fora do cérebro, causando a neurotoxicidade. Para saber mais sobre esse assunto acesse:



Fonte:

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O imponente Cane Corso

Bom, para estrear as postagens sobre raças escolhi o Cane Corso, uma de minhas raças preferidas.


Origem
O Cane Corso (ou Cão Corso em português) tem origem na Itália. É uma raça robusta e forte, utilizada pelos romanos em suas guerras. No Coliseu, em Roma, existem desenhos nas paredes e esculturas em homenagem à raça. O Cane Corso atual é o irmão mais leve do Mastim Napolitano, ambos descendentes do canis pugnax romano. Excepcional na guarda, sua presença física, porte e solidez asseguram ao Corso grande eficácia na guarda ostensiva. Existem várias teorias para a origem do nome "Corso", mas na minha opinião, a que é mais plausível é que tenha se originado em uma antiga expressão céltico-provençal que indicava força, potência. Onde ainda hoje se encontra em algumas palavras como 'corsiero' (cavalo robusto de batalha usado na idade média), no inglês 'coarse' (rústico) e finalmente em alguns dialetos do sul da Itália onde 'Corso' ou 'Còrs' significa robusto ou altivo. De qualquer forma, desde o início da lingua italiana, o molosso sempre foi chamado de Corso.
A raça foi introduzida no Brasil pelo Fausto Silva (sim, o Faustão) com exemplares trazidos de Roma em 1997. 
 
Características
De temperamento equilibrado, é ao mesmo tempo muito confiável no convívio com a família.
É um cão de porte médio-grande, com musculatura muito bem desenvolvida que dá um aspecto sólido e compacto. Somam-se também sua devoção à família e paciência com as crianças. É um cão muito adaptável, equilibrado, discreto, de fácil adestrabilidade, um guardião espetacular e, ao mesmo tempo, uma grande companhia. As características de equilíbrio psíquico, a devoção ao dono e a versatilidade para adaptar-se às necessidades do homem são a razão de seu sucesso e a explicação de um uso tão eclético.
Na familia é um cão dócil e sociável, particularmente tolerante com as crianças para as quais, consciente de sua força, é muito delicado. O Corso tem um temperamento mediano e alta têmpera. É um cão muito físico, que aprecia o contato com o dono, preservando ao mesmo tempo um alto nível de iniciativa.
A cabeça é bem proporcionada com o corpo, olhar expressivo, mordedura levemente prognata (os incisivos inferiores se sobrepõe aos superiores), pescoço possante, tórax bem aberto e alto. A altura na cernelha varia de 64 a 68 cm nos machos e de 60 a 64 cm nas fêmeas, com tolerância de 2 cm a mais ou a menos; o peso médio dos machos é de 45/50 kg e nas fêmeas de 40/45 kg.
A pelagem é curta, forte e abundante, garantindo uma perfeita impermeabilidade e no inverno surge um sub-pêlo muito abundante também. As cores previstas são: preto, tigrado, fulvo (um marrom claro) e cinza. Nos cães cinza e fulvos surge uma máscara preta (ou cinza) que porém não deve passar da altura dos olhos.

Fontes: Canil Tergestum; Italian Cane Corso
     

domingo, 1 de maio de 2011

Começando...

Para começar o blog resolvi postar uma reportagem que vi e que realmente me emocionou.


Lição de vida que os cães nos ensinam

02 de março de 2011

Uma cadela cega, da raça King Charles Spaniel, que tinha como guia e companheiro o cãozinho Leo, recuperou a visão. Segundo o Manchester Evening News, Ellie, de um ano, conseguiu recuperar a visão depois de ter sido submetida a uma intervenção cirúrgica para retirada de catarata.
Foto: Manchester Evening News






Ellie tinha como principal companheiro Leo, um pastor alemão de 14 anos, que a guiava e evitava que outros cães a incomodassem. Mas, uma semana depois de recuperar a visão, Leo teve de ser eutanasiado, devido a um tumor.
“Estou muito feliz porque Ellie recuperou a visão, mas completamente devastada pela perda de Leo. Não havia nada que fazer. Ele era um em um milhão”, diz Judie Lander, a tutora dos cães.
Ellie foi um dos cinco cachorros resgatados pelos inspectores da RSPCA (Royal Society for the Preventionof Cruelty to Animals). Ela tinha cataratas e os músculos dos olhos não se desenvolveram, por ter sido mantida no escuro durante muito tempo. Judie, que vive em Royton, Inglaterra, é voluntária na secção de Rochdale da RSPCA e já conhecia Leo quando decidiu adotar Ellie.
“Senti muita pena dela, quando chegou, eu sabia que ela precisava de uma casa especial e  que ficaria bem com Leo, porque ele adorava cachorros e eles ficaram muito ligados um ao outro desde o primeiro minuto”, contou.
Leo tornou-se os olhos de Ellie, que o seguia para todo o lado antes de se enroscar nele. Depois de a RSPCA ter conseguido verbas para suportar a sua operação, Ellie foi tratada no Centro Médico Animal em Chorlton. Mas apenas uma semana depois da intervenção cirúrgica, que foi um sucesso, foi detectado o tumor em Leo.
“Sempre que se sentia nervosa, Ellie procurava a proteção de Leo. A relação dos dois não mudou depois de ela ter recuperado a visão. Foi como se Leo estivesse à espera de ver se tudo corria bem com ela antes de partir”, sublinhou Lander.
Fonte: Os Bichos
Fonte2: ANDA